No Território do Leão
terça-feira, 31 de janeiro de 2023
quarta-feira, 24 de agosto de 2022
DUALIDADE
Quando os motivos que
me fazem querer ficar
São os mesmos que
te fazem querer ir
Mas o que você talvez não saiba
meu bem
é que eu já aprendi na prática
que algumas histórias de amor
não têm um final feliz.
sexta-feira, 19 de agosto de 2022
Alma Livre
Sim, eu gosto de você
E gosto das manhãs com você
Da sua cara amassada
Do cabelo bagunçado
Do bico que faz porque não vai dormir mais
Sim, eu gosto de você
E gosto de fazer café para você
De te levar para casa
E de me atrasar para chegar ao trabalho
Porque fiz o percurso devagar para olhar para você
Sim, eu gosto de você
E gosto de dormir com você
Do cheiro que deixa no travesseiro
Da forma que aperta meus dedos
E do meu braço adormecido a noite toda
Porque não quis me desfazer do teu abraço
Sim, eu gosto de você
Só não gosto de estar distante de você
Então, hoje eu contei
E ainda faltam cinco dias e meio para a sua volta
quarta-feira, 17 de agosto de 2022
ESTA NÃO É MAIS UMA CARTA DE AMOR
Ou talvez seja, mas sobre amor próprio. Hoje lembrei que tem pouco mais de sete meses que o relacionamento que eu tive durante quase metade da minha vida acabou.
Diferente de quando eu lembrava antes, a cada semana ou mês que se passava, dessa vez, eu não senti tristeza, angústia ou qualquer outro sentimento que eu não podia definir.
Talvez eu não saiba ainda definir completamente o que me passa agora, mas é por ser um misto de sensações boas, que se confundem umas com as outras e se transformaram no sorriso aliviado que eu dei hoje me olhando no espelho, pensando que deveria transformar ele em palavras.
Durante os últimos meses meu sorriso não aparecia mais com tanta frequência. Quando se mostrava era para esconder uma avalanche de situações que estavam acontecendo dentro de mim.
Era impossível organizar tantos pensamentos quando eles apareciam de uma só vez, derrubando tudo o que tinha pela frente. Muitas vezes eu só ficava observando eles, mas cometia o erro de me deixar ouvi-los. Eram tão fortes e gritavam tanto que me enfraqueceram.
Durante um determinado momento me deixaram, literalmente, sem forças para fazer a mais simples atividades que eu era acostumado. De ouvir música a estudar, de pedalar a trabalhar. Nada mais me fazia ter prazer. Esse momento eu defino como fundo do poço.
Fiquei lá dentro quietinho durante alguns dias até alguém perceber que alguma coisa não estava certa. Uma ou outra amiga percebeu. Sempre fui duro na queda, nunca expus muito meus sentimentos, sobretudo, em relação a isso.
Mas ainda bem que elas perceberam e me deram a mão para me tirar dali. Me deram a mão e também carona até a primeira sessão de terapia. Aquele foi o primeiro dia que eu senti que a vida é feita de recomeços. Senti, mas ainda ia demorar um pouco para, de fato, começar o meu.
Depois do tempo dentro desse poço, que eu jamais quero passar nem perto para não cair de novo, os dias foram passando mais acelerados e a vida acontecendo.
Existia ainda uma espécie de remorso, uma sensação de que eu estava fazendo alguma coisa errada ao viver o que a nova vida proporcionava. Isso não me deixou viver certos momentos plenamente.
Mas entendi que é assim mesmo: preciso sentir para saber lidar. Isso inclui tomar decisões certas e também erradas. Me permitir.
Mais de sete meses depois tô aqui olhando para trás, com um olhar de paz, escrevendo sobre isso sem doer. Devo dizer que, quase ninguém sabe, mas escrever também me dá prazer.
Ter prazeres, viver, recomeçar quantas vezes for preciso é o que eu quero daqui para a frente. Aprender e reaprender, até para não cometer os mesmos erros.
Vou terminar esse texto sem um fechamento mais elaborado, porque, na verdade, este não é o fim dele. Não é o fim da minha história. Amanhã ela continua, continua e continua...
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
O Poeta Aqui Dentro
terça-feira, 20 de junho de 2017
Esta ainda é uma carta de amor
Então, essa profunda felicidade foi por entender que mesmo não sendo para o resto da nossa existência, esse amor foi vivido como se fosse para sempre. E sei que não estará guardado apenas na nossa memória, mas em nosso coração. Ele estará registrado também em fotos, palavras, músicas, poesias e até em um livro. Uau! Que sorte ter vivido tudo isso! Que alegria saber que vivi um grande amor. Uma experiência plena e que não faltava mais nada.
Estou muito feliz em perceber que, por não faltar mais nada, vamos conseguir olhar pra trás e só enxergar coisas bonitas, que nos vão encher de orgulho sempre. Vamos ver que todos os sentimentos que existiram antes se transformaram em gratidão e, finalmente, vamos poder sempre dizer, sem qualquer dúvida, que vivemos um grande amor na vida!
